Rádio Mega Star

domingo, 5 de maio de 2013

Para Gurgel, não é possível reduzir penas e réus terão que se 'conformar'

Procurador-geral da República comentou recursos protocolados no STF.
Réus têm até esta quinta (2) para recorrer de condenações no julgamento.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta quinta-feira (2) que os recursos referentes a condenações no julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) não poderão reduzir penas ou reverter o resultado. Segundo ele, os réus terão que se "conformar".
"Os embargos (recursos contra condenação no STF) não se prestam a obter novo julgamento. Eles são um meio inidôneo para isso. [...] A revisão é algo, um remédio, de pressupostos, de adminissibilidade. Tem que examinar se seria cabíivel ou não. Tem muitas decisões que só cabem se conformar", afirmou o procurador antes de sessão do STF desta quinta.
Termina nesta quinta o prazo para que os réus recorram. Mais de 10 condenados já recorreram ao Supremo. Eles têm até a meia-noite para apresentação dos recursos.
Roberto Gurgel já havia afirmado que não recorrerá em relação aos 12 réus absolvidos - 25 foram condenados por sete crimes: corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

Segundo ele, "não há consistência" nos recursos já apresentados. "É claro que a defesa tem que usar de todos os recursos para tentar fazer prevalecer suas teses. Agora, não vejo consistência."
Após os embargos, não há prazo para que o relator do processo, Joaquim Barbosa, analise os pedidos ou leve os casos para julgamento do plenário do Supremo.
Embargos
Os recursos que podem questionar as condenações no STF são de dois tipos: os embargos de declaração e os embargos infringentes.
Os embargos de declaração podem ser apresentados por condenados e absolvidos e servem para questionar contradições ou omissões no acórdão, não modificando a decisão. Pode questionar o tempo de pena ou o regime de cumprimento, por exemplo. Geralmente são os primeiros a serem apresentados.

Os absolvidos também podem pedir para que o documento deixe claro a inocência, em vez de apenas indicar que não havia provas.
Já os embargos infringentes são um recurso exclusivo para aqueles réus que, embora condenados, obtiveram ao menos quatro votos favoráveis. Previstos no regimento do STF, servem para questionar pontos específicos da decisão e, se aceitos, uma condenação pode vir a ser revertida. Pelo regimento, o prazo para apresentar é de 15 dias após a publicação do acórdão. Advogados pediram o dobro do prazo, mas ainda não houve decisão. Pode ser protocolado após a publicação do julgamento do embargo de declaração.
Há dúvidas sobre se os recursos são válidos, uma vez que não são previstos em lei. O tema deve ser debatido em plenário pelos ministros.






G1

Barbosa diz que deve decidir sobre recursos em duas semanas

Presidente do STF participa de conferência da Unesco na Costa Rica.
'Nas duas próximas semanas devo sinalizar o que vou fazer', afirmou.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, disse nesta sexta (3), em San José (Costa Rica), que começa a avaliar as alegações dos réus condenados no julgamento do mensalão quando retornar ao Brasil, a partir de segunda-feira. Ele afirmou que deve tomar uma decisão sobre os recursos nas próximas duas semanas.
Barbosa participa na Costa Rica da Conferência Internacional em Comemoração ao Dia Mundial pela Liberdade de Imprensa, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Ele disse que ainda que não tem conhecimento dos recursos, apresentados na quarta e na quinta por todos os 25 condenados.
"Não  tomei conhecimento de teor de nenhum recurso e portanto só começarei a pensar no que fazer na próxima semana", declarou. "Nas duas próximas semanas devo sinalizar o que vou fazer." No mês passado, o presidente do STF disse que pretende concluir o processo do mensalão até 1º de julho.

Embargos
O ministro afirmou que, tecnicamente, os embargos declaratórios (recursos que questionam trechos do acórdão) apresentados pelos réus não mudam as decisões do Supremo, mas podem "corrigir eventuais contradições".
Sobre os eventuais embargos infringentes, que poderiam resultar na revisão de uma decisão, ele afirmou que o STF ainda terá de decidir se podem ser considerados. De acordo com o regimento do Supremo, os embargos infringentes poderão ser apresentados pelos advogados 15 dias após a publicação do acórdão do julgamento dos embargos de declaração.
"O tribunal ainda vai ter de decidir se eles [os embargos infringentes] existem ou não. Porque há uma lei votada pelo Congresso em 1990 na qual não se tem previsão da existência desses embargos. E é essa lei que rege há mais de 20 anos  o processo penal nos tribunais superiores no Brasil", declarou.

O ministro não quis comentar os pedidos de réus que reivindicam que ele seja substituído como relator do processo pelo fato de ter assumido a presidência do STF.
Viagem de volta
Barbosa tinha previsão de deixar a Costa Rica às 11h deste sábado, mas o espaço aéreo do país estará fechado devido a uma visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Com isso, a viagem do presidente do STF deve ser adiada para depois das 15h.
Obama começou na quinta-feira (2) uma visita ao México, para tratar de segurança, comércio e migração. Foi a primeira escala na viagem de três dias, que inclui a Costa Rica

Saiba como tramitará o processo do mensalão após os recursos dos réus

Todos os 25 condenados protocolaram recursos nas últimas quarta e quinta.
Relator Joaquim Barbosa deve decidir sobre recursos em duas semanas.

Encerrado o prazo para apresentação de recursos, todos os 25 condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão recorreram, e agora a Corte deverá julgar os pedidos que incluem redução de penas e absolvições.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, relator do processo, afirmou nesta sexta (3) que deverá se manifestar sobre os recursos em duas semanas. Antes, ele já havia dito que pretende concluir todo o processo do mensalão até de julho.
O julgamento do mensalão terminou em 17 de dezembro do ano passado, após quatro meses e meio e 53 sessões do Supremo Tribunal Federal, que condenou 25 réus e absolveu 12.
O tribunal concluiu que existiu um esquema de compra de votos no Congresso durante os primeiros anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros do STF viram desvio de dinheiro público, de contratos da Câmara dos Deputados e do Banco do Brasil, para abastecer o esquema criminoso.

Leia abaixo perguntas e respostas sobre as próximas etapas de tramitação do processo.
Há prazo para análise dos recursos?
Não. O presidente do Supremo e relator do processo, Joaquim Barbosa, disse que deve sinalizar em duas semanas como proceder em relação aos recursos. Depois, enviará os documentos para que a Procuradoria Geral da República emita parecer em 10 dias.
Os recursos podem reverter condenações?
Os recursos protocolados na quarta e na quinta, os embargos de declaração, em tese não podem modificar a decisão condenatória, mas podem servir para redução de penas, por exemplo. No entanto, alguns réus pedem efeitos infringentes aos embargos, ou seja, efeitos modificativos. Se aceitos os argumentos, os réus poderão ser absolvidos em alguns dos crimes pelos quais foram condenados.
O que os réus argumentaram nos recursos?
Os principais pedidos foram um novo relator para os recursos, redução de penas definidas pelo plenário e a republicação do acórdão, documento que detalhou as decisões do julgamento – entenda os argumentos de cada réu.
Joaquim Barbosa decidirá sozinho sobre os recursos?
Pelo regimento do STF, o embargo pode ser analisado só pelo relator ou ser enviado ao plenário. No entanto, caso o réu se sinta prejudicado com uma decisão individual, pode entrar com agravo regimental, tipo de recurso que obriga a análise pelo plenário.

Há possibilidade de os recursos serem enviados para novo relator?
Cinco condenados pediram que Joaquim Barbosa deixe de ser relator – o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o delator do esquema, Roberto Jefferson, o ex-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach, o ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado e o deputado federal Pedro Henry (PP-MT). Os defensores afirmam que, como Joaquim Barbosa assumiu a presidência do Supremo, deve deixar a relatoria. O ministro Ricardo Lewandowski disse que a decisão sobre uma eventual mudança de relator deverá ser tomada pelo plenário.
Somente os ministros que julgaram os réus decidirão sobre os recursos?
Não. Participará também Teori Zavascki, que tomou posse como ministro do Supremo durante o período do julgamento.
A decisão sobre os absolvidos ainda pode ser revertida?
Não pode mais. Na sexta (3) o Supremo informou que houve "trânsito em julgado" da ação para os 12 absolvidos. Isso quer dizer que não cabem mais recursos do Ministério Público e, a partir de agora, o processo terminou para esses réus.
Após o julgamento dos recursos apresentados, cabem novos questionamentos?
Após o julgamento dos embargos de declaração, os réus ainda poderão apresentar embargos infringentes, que são recursos exclusivos para aqueles réus que, embora condenados, obtiveram ao menos quatro votos favoráveis. Previstos no regimento do STF, servem para questionar pontos específicos da decisão e, se aceitos, levam a novo julgamento e uma condenação pode vir a ser revertida. Pelo regimento, o prazo para apresentar esse tipo de recurso é de 15 dias após a publicação do acórdão. Advogados pediram o dobro do prazo, mas ainda não houve decisão.

Os embargos infringentes serão aceitos? Quem será o relator?
Há dúvidas sobre se os recursos são válidos, uma vez que não são previstos em lei. O tema deve ser debatido em plenário pelos ministros. Caso sejam aceitos, serão distribuídos para um novo relator, de acordo com o regimento do Supremo.
Quem pode ser beneficiado com os embargos infringentes?
Doze réus do processo foram condenados com 4 votos favoráveis em um dos crimes aos quais respondiam: João Paulo Cunha, João Cláudio Genú e Breno Fischberg (lavagem de dinheiro); José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Simone Vasconcelos, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e José Roberto Salgado (formação de quadrilha).
Quando os condenados serão presos?
Joaquim Barbosa disse que pretende concluir a análise de todos os recursos do processo até 1º de julho, início do recesso do Judiciário. Os condenados só poderão ser presos ao fim do processo, quando não houver mais nenhuma possibilidade de recurso. No entanto, após a conclusão do julgamento dos atuais recursos, Barbosa pode entender – caso os réus recorram novamente – que há intenção de atrasar o processo e determinar as prisões.
Veja abaixo o argumento apresentado pela defesa de cada condenado para questionar a decisão do STF.

veja também

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Suspeitos de atentado em Boston planejaram ataque para 4 de julho



Irmãos decidiram atacar antes pois terminaram as bombas mais cedo.
Bombas deixaram 3 mortos e mais de 200 feridos em 15 de abril.

Os irmãos suspeitos do ataque a bomba à Maratona de Boston tinham originalmente planejado realizar o atentado no feriado nacional de 4 de julho deste ano, Dia da Independência dos Estados Unidos, disse uma autoridade de segurança do país à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (2).
Boston celebra uma das maiores festas nesse feriado, com um espetáculo de fogos de artifício que concentra até meio milhão de pessoas.
Mas os irmãos Tsarnaev decidiram atacar antes porque completaram a construção de suas bombas mais rápido que o esperado, informou a autoridade.

Uma vez finalizados os explosivos, montados em duas panelas de pressão, eles decidiram colocá-los na reta final da Maratona de Boston, realizada no Dia do Patriota, feriado em Massachusetts. As bombas, detonadas em 15 de abril, deixaram três mortos e mais de 200 feridos.
Tamerlan morreu em confronto com a polícia no dia 19 de abril, quatro dias depois do atentado na prova. Seu irmão, Dzhokhar, foi capturado vivo e está detido em uma prisão médica no estado de Massachusetts.
Segundo o jornal "New York Times", estas revelações foram feitas por Dzhokhar. Ele confessou, segundo a imprensa, antes que lhe fossem lidos os direitos aos quais pode recorrer todo detido nos EUA, conhecidos como "Miranda Rights".
Segundo o jornal, os dois irmãos chegaram inclusive a considerar a possibilidade de realizar atentados suicidas com os explosivos.

Suspeito morto
A família dos irmãos reivindicou o corpo de Tamerlan Tsarnaev nesta quinta-feira (2), segundo divulgou a agência Reuters. Seu corpo foi mantido em uma instalação de Boston por mais de uma semana.
Terrel Harris, porta-voz do instituto médico legista de Massachusetts, disse que uma empresa de serviços funerais tinha reivindicado o corpo em nome da família. Harris se recusou a fornecer detalhes, incluindo a causa da morte ou para onde o corpo havia sido levado.
Dzhokhar, de 19 anos, foi formalmente acusado de crimes em conexão com o ataque que pode levar à pena de morte, se ele for condenado, e está atualmente em um centro médico prisional em Devens, Massachusetts.
Na terça-feira, a viúva de Tamerlan Tsarnaev, Katherine Russell, disse através de um advogado que desejava que o corpo do suspeito fosse liberado para a família Tsarnaev.
Os investigadores questionaram Russell enquanto procuram pistas sobre como os irmãos de origem chechena supostamente construíram as duas bombas utilizadas no ataque e se eles tiveram ajuda.
Os pais dos suspeitos anteriormente viviam em Cambridge, Massachusetts, mas já retornaram para a Rússia. Outros parentes permanecem nos Estados Unidos, incluindo um tio, Ruslan Tsarni, de Montgomery Village, Maryland, que tem sido visto em Rhode Island, nos últimos dias.
 

Plenário deve decidir se Barbosa será relator de recursos, diz Lewandowski

Em recursos, condenados pedem que Barbosa seja substituído como relator.
'É uma matéria que vai ser discutida em plenário', afirmou Lewandowski.

 

 O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quinta-feira (2) que o plenário da Corte é que deverá decidir se o ministro Joaquim Barbosa será relator dos recursos dos réus que contestam condenações no julgamento do mensalão.

Nestas quarta e quinta, advogados de ao menos cinco réus apresentaram recursos pedindo que Barbosa, presidente do Supremo e relator desde o início do processo, em 2006, não seja o relator dos recursos.
“É uma matéria que vai ser discutida em plenário. Se for alegada, terá que ser examinada”, disse Lewandowski, que ocupa temporariamente a presidência do tribunal devido à viagem de Barbosa para a Costa Rica.
Todos os 25 réus condenados no julgamento do processo do mensalão protocolaram recurso contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria deles pedindo redução das penas.
Lewandowski afirmou que não emitiria opinião sobre a possibilidade de troca de relator justamente por se tratar de uma questão que deve ser analisada pelos demais ministros.
O relator é o responsável por ouvir depoimentos de testemunhas e elaborar um relatório que serve de base para o voto dos demais ministros.

Lewandowski também afirmou que Barbosa pode tomar uma decisão monocrática (individual) sobre os recursos, mas que isso abre margem para outro tipo de questionamento contra as condenações.
“Ele pode até eventualmente decidir monocraticamente, mas de toda decisão monocrática cabe sempre um agravo regimental (recurso que requer análise do plenário)”, disse o ministro.

Ao menos cinco réus pediram troca do relator da ação penal. Entre os que solicitaram a mudança estão o ex-ministro José Dirceu, condenado a dez anos e dez meses, e o presidente do PTB, Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão condenado a sete anos e 14 dias.
Julgamento dos recursos
Lewandowski também disse que é difícil julgar todos os recursos de uma só vez. “Tecnicamente, é possível julgar separadamente, não há nenhuma razão técnica que obrigue a julgar todos os embargos de uma vez só”, afirmou Lewandoswski. “Eu não sei se materialmente é possível julgar tudo de uma só vez”, declarou.

Réus recorrem para reduzir pena, republicar acórdão e mudar relator

Todos os 25 condenados no julgamento do mensalão apresentaram recurso.
Réus querem evitar que Joaquim Barbosa seja o relator dos recursos..

 

Os principais pedidos dos recursos apresentados nestas quarta (1) e quinta (2) pelos 25 condenados no processo do mensalão são um novo relator para análise dos embargos (tipos de recursos contra condenações), redução de penas definidas pelo plenário e a republicação do acórdão, documento que detalha as decisões do julgamento – veja na tabela abaixo o argumento da defesa de cada réu.
Cinco condenados pediram que Joaquim Barbosa deixe de ser relator – o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o delator do esquema, Roberto Jefferson, o ex-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach, o ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado e o deputado federal Pedro Henry.
Os defensores afirmam que, como Joaquim Barbosa assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), deve deixar a relatoria. O ministro Ricardo Lewandowski disse na noite desta quinta que a decisão sobre uma eventual mudança de relator deverá ser tomada pelo plenário.
Quase todos os réus pedem penas menores e questionam o acórdão em razão de dois ministros – Celso de Mello e Luiz Fux – terem retirado do texto mais de 1,3 mil falas proferidas durante o julgamento.
Todos os 35 réus - inclusive os absolvidos, que poderiam questionar partes do texto do acordão, tiveram dez dias para recorrer, desde a publicação do acórdão, em 23 de abril.
Após quatro meses e meio, em 53 sessões, o STF concluiu no dia 17 de dezembro de 2012 o julgamento do processo.
O tribunal concluiu que existiu um esquema de compra de votos no Congresso durante os primeiros anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros do STF viram desvio de dinheiro público, de contratos da Câmara dos Deputados e do Banco do Brasil, para abastecer o esquema criminoso.
Veja abaixo a lista dos condenados e os recursos que cada um apresentou considerando a ordem da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.




















G1



























































































































































































Jovem 'descobre' alface e tomate aos 20 anos, muda a dieta e perde 23 kg

Aos 22 anos, Fernanda tem dieta saudável e está no peso ideal: 57 kg. Alface e tomate eram desconhecidos no cardápio da mineira. 


A mineira Fernanda Karolina Lucas Vieira, de Timóteo, teve uma adolescência de maus hábitos alimentares, mas sem problemas com o excesso de peso.
Até os 20 anos de idade, a jovem nunca tinha comido alface e tomate e tinha uma dieta baseada em sanduíches, coxinhas, refrigerantes e doces, estilo de vida que logo a fez chegar ao quadro de sobrepeso, com 80 kg na balança.
“Comia muito mal e era magra, pesava 53 kg, então achava que podia continuar daquele jeito que nunca engordaria. Cheguei até a participar de desfiles e concursos quando era adolescente”, lembra a advogada, hoje com 22 anos.
Porém, sem perceber, ela acabou ganhando peso e logo se viu em uma situação em que precisava mudar seus hábitos. “Estava cheia de trabalhos da faculdade e não tinha tempo de comer direito, então comecei a comprar coisas na rua e engordei”, conta.
Depois de ouvir vários comentários em relação a seu peso, ela decidiu procurar um médico. “As pessoas diziam que eu era tão bonita, perguntavam o que tinha acontecido e ficavam criticando”, diz Fernanda. Após a consulta, o endocrinologista decidiu então receitar um remédio para a jovem, mas o efeito não foi o esperado. “Emagreci 10 kg com o remédio, mas engordei quando parei de tomar. Além disso, tive vários efeitos colaterais, como tontura e até dificuldade para dormir”, lembra. 

Fernanda resolveu suspender o medicamento e, em janeiro de 2012, começou a investir na mudança na alimentação. “Entrei para um grupo semelhante ao Vigilantes do Peso, e fazíamos reuniões orientando a quantidade de calorias que podíamos consumir por dia”, conta a mineira. Ela começou, então, a evitar frituras e doces e passou a incluir na dieta salada, carnes, integrais, leite desnatado e outras opções mais saudáveis.
“Antes, se eu tinha vontade de comer doce, fazia uma panela de brigadeiro e comia inteira. Hoje eu sei me controlar e compenso tudo. Por exemplo, se no fim de semana, eu como uma pizza, na segunda eu abuso da salada”, explica. Seis meses depois, ela já tinha perdido 17 kg dos 23 kg que perdeu ao todo. “Hoje continuo com a minha alimentação e mantenho meu peso ideal, que é 57 kg”, diz. 

Em relação à atividade física, Fernanda conta que não tinha muito tempo por causa da faculdade e, depois, por causa dos estudos para passar na OAB. “Cheguei a fazer um mês de muay thai, mas tive que parar para estudar. Depois que me formei, em março de 2013, comecei a correr todos os dias à noite”, diz a mineira. Ela lembra que, quando estava com 80 kg, sentia dificuldade para correr, mas após emagrecer, foi percebendo que estava cada vez com mais fôlego. “Em menos de um mês, já deu para me acostumar. Hoje, consigo fazer uns 5 km por dia”, conta.
A perda de peso fez Fernanda recuperar a vaidade que havia perdido. Acostumada a vestir roupas 36 ou P, ela teve que começar a procurar outros tamanhos. “Quando eu estava gordinha, não tinha ânimo para comprar roupa porque nada ficava bom, às vezes nem o tamanho G servia. Então eu não tinha vontade de sair, de me maquiar, nada”, lembra. Hoje, com seus 57 kg, ela voltou a usar suas roupas de antes e teve que renovar todo o guarda-roupa. 



”Tudo melhora. Hoje eu consigo dormir mais cedo, acordo cedo e estou mais disposta”, avalia a advogada. Para ela, a dica principal é nunca desistir, mesmo em caso de deslizes na dieta. “Se um dia comer algo mais calórico, não precisa pensar que não adianta mais, tem que compensar”, recomenda.
Fernanda diz que teve dificuldades para manter o peso, mas aprendeu a se controlar. “No fim de semana, eu como o que quiser, mas durante a semana, podem me oferecer o que for que eu vou recusar”, afirma, determinada.






BEM ESTAR

Luciano Leitoa anuncia concurso para preenchimento de 300 vagas em Timon



 

Ao avaliar os primeiros 120 dias de administração o prefeito de Timon, Luciano Leitoa (PSB), anunciou que será realizado concurso público para preencher 300 vagas, sendo que 100 para professores da rede municipal de ensino de 40 horas semanais; 100 vagas para agente de saúde e restante das vagas para outras funções dentro do município.
Ele anunciou nesta quinta-feira (02), o início da operação tapa buracos e iluminação das principais ruas e avenidas de Timon trocando as lâmpadas incandescestes (cor amarela) pelas fluorescentes (cor branca).
Em entrevista coletiva, Luciano Leitoa, falou que a Prefeitura de Timon está fazendo uma fiscalização nas obras em andamento para que não seja pago o que não foi feito. “Alguns projetos executivos ainda não tem informações dos empreiteiros para que sejam assinadas as ordens de pagamento e de conclusão de algumas obras. Eu tenho tido todo cuidado para que o município não pague uma obra que não tenha sido feita dentro da medição que foi formada. Nós colocamos uma equipe de fiscalização para averiguar cada obra para saber as informações repassadas pela administração anterior”, declarou Luciano Leitoa
Segundo ele, alguns empreiteiros receberam recursos para fazer a obra e só fazem pela metade. “Nós fizemos um levantamento e tem empreiteiros que estão devendo milhares de metros de calçamento dentro da cidade de Timon e nós estamos cobrando para que eles cumpram o que está no papel e que infelizmente já foi pago. Eles têm que prestar conta fazendo de fato o que estava colocado no projeto. De nossa parte faremos as cobranças aos empreiteiros que receberam o dinheiro. Não existe um pedaço concluído ali e outra não concluída aqui, a obra tem que ser feita por completo”, acrescentou Leitoa.
O prefeito declarou que em 120 dias de administração reabriu o Hospital do Parque Alvorada; Policlínica e Caíque; reformou escolas nas zonas urbanas e rural, principalmente; regularizou a coleta seletiva do lixo de onde foram retiradas quase 50 toneladas de lixo da cidade de Timon e pagou o salário dos servidores públicos em dia além de negociar a questão dos servidores efetivos que estavam com os salários atrasados.
“Esses foram as principais atitudes nesses dias de governo. Colocamos alguns projetos para funcionar dentro da nossa programação. Agora vamos colocar as lâmpadas; vamos começar a operação tapa buracos e algumas intervenções na zona rural, referente alguns municípios que estão isoladas, revitalizando estradas e pontes que servem como via de acesso aos mesmos. Daqui para frente nós colocamos dentro do PAR (Programa de Educação) a construção de 29 escolas para que o município possa ter sua própria estrutura escolar. Vamos fazer até o final do ano um concurso público. A nossa ideia é abrir concurso público para 100 vagas para professores para 40 horas; devemos fazer também processo seletivo para agentes de saúde e para agente de trânsito está em estudo. Vamos fazer concurso público dentro de Timon para que cada vez mais tenha efetivo dentro do município”, finalizou Luciano Leitoa.









MEIONORTE





Quatro serão julgados pela morte de PC Farias; júri popular começa na segunda-feira

Após 17 anos, quatro serão julgados pela morte de PC Farias; júri popular começa na segunda-feira

 Crime ocorreu em Maceió, em junho de 1996

 Júri popular acontece na próxima segunda-feira (6); 27 testemunhas serão ouvidas

Quatro ex-policiais militares irão a júri popular na próxima segunda-feira (6) acusados de co-autoria no duplo homicídio do empresário Paulo César Farias, ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor, e sua namorada, Suzana Marcolino. Eles foram mortos no quarto da casa de praia de Farias, no Povoado de Guaxuma, litoral norte de Maceió, na madrugada do dia 23 de junho de 1996.
Sentarão no banco dos réus os ex-militares que atuavam como seguranças do empresário. São eles Adeildo dos Santos, Josemar dos Santos, José Geraldo da Silva e Reinaldo Correia de Lima Filho. Ao todo, serão ouvidas 27 testemunhas, entre elas o ex-deputado Augusto Farias, irmão de PC Farias. O júri deve durar cinco dias e será presidido pelo juiz Maurício Breda, da 8ª Vara Criminal de Maceió.
Na época, PC estava em liberdade condicional. Ele respondia por crimes como sonegação de impostos, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. A morte do tesoureiro foi investigada como queima de arquivo, pois ele poderia fazer revelações sobre a participação de outras pessoas nos esquemas.
Inicialmente, as investigações apontaram que Suzana teria matado Farias e depois se suicidado, mas logo a hipótese foi descartada. O Ministério Público ofereceu denúncia aos quatro réus, porém nenhum foi apontado exatamente como o assassino. Mesmo ao longo desses 17 anos ninguém foi apontado como mandante do crime que nunca foi realmente esclarecido.




R7

Mais de 80 concursos com inscrições abertas reúnem 10,9 mil vagas no Brasil

Salários chegam a R$ 24.057,33 no Ministério Público da União


Mais de 80 concursos com inscrições abertas reúnem 10,9 mil vagas nesta segunda no Brasil


FONTE: G1 Mais de 80 concursos com inscrições abertas reúnem 10,9 mil vagas nesta segunda no Brasil